A perda auditiva acontece quando a capacidade de perceber sons deixa de funcionar adequadamente, seja por dificuldade de ouvir sons mais fracos, entender a fala ou distinguir palavras em ambientes ruidosos.
Ela pode surgir de forma súbita ou gradual, e muitas vezes passa despercebida nos estágios iniciais. Mas, mesmo quando é leve, já pode impactar a comunicação, o convívio social e a qualidade de vida.
Meu papel aqui é ajudar você a entender claramente o que está acontecendo e quais são as formas de tratamento disponíveis.
A audição é o processo de receber e entender os sons. O ouvido percebe e processa os sons em impulsos elétricos que são transmitidos ao cérebro. O cérebro interpreta essas informações como sons.
Cada pessoa apresenta um tipo e um grau diferente de perda auditiva, e essa diferenciação é fundamental para escolher o tratamento adequado.
O dano está na cóclea ou no nervo auditivo. Costuma ser permanente e pode exigir soluções como aparelhos auditivos ou implantes.
O som tem dificuldade de chegar até a cóclea. Está relacionada a alterações no ouvido externo ou na orelha média (como otites, perfurações ou problemas nos ossículos).
Combina componentes condutivos e neurossensoriais.
Quanto maior o grau, maior o impacto na compreensão da fala, especialmente em ambientes ruidosos.
Compreensão da fala comprometida, mesmo em conversas em volume normal.
Percepção limitada da fala, sendo necessário volume alto ou apoio visual.
A perda auditiva pode acontecer em qualquer idade e por vários motivos. Entre as causas mais comuns estão:
Alguns sinais podem indicar que é hora de procurar um especialista:
Reconhecer esses sinais cedo faz toda a diferença no resultado do tratamento.
A avaliação da audição é simples, não dói e permite identificar rapidamente o tipo e o grau da perda. No consultório, costumo realizar:
Com esses dados, consigo indicar o tratamento mais adequado, seja clínico, com aparelhos auditivos, com implantes ou até mesmo com cirurgia, dependendo da causa.
Sempre que houver:
O mais importante é não normalizar a dificuldade de ouvir. Perda auditiva não é “coisa da idade” nem “algo que se acostuma”. Existe tratamento, e quanto mais cedo buscamos ajuda, melhores são os resultados.
O tratamento correto depende da causa e do grau da perda. Em muitos casos, aparelhos auditivos são suficientes. Em outros, especialmente quando o benefício é limitado, avaliamos soluções implantáveis como:
Na página de Soluções Auditivas explico cada uma dessas soluções com mais detalhes.
Se você ou alguém da sua família apresenta algum desses sinais, vale a pena fazer uma avaliação. Uma consulta pode esclarecer dúvidas, trazer tranquilidade e abrir caminhos para recuperar a capacidade de ouvir com qualidade.